Questões gerais; O pornô te preenche? ; O envolvimento com o porno
O que a pornografia te preenche? Quais são as questões mais associadas a ela? Como que você se envolve com ela?

Entre diversas possibilidades, o BADPorn acredita que cada um busca na pornografia, a compensação por algo que está distante de sua realidade ou de suas possibilidades. São desejos e fantasias naturais que são “atendidos” pela pornografia, fazendo com que pessoas comecem a depender de determinados materiais.
E no meio dessa grande confusão, é grande o número de pessoas que encontram erros morais na pornografia. Algumas acreditam que ela deveria ser banida. Mas radicalismos a parte, aparentemente não há de errado em representar sexo explícito com a intenção de provocar excitação sexual. Só que ninguém pára para pensar que essa representação gera vícios e constrangimentos desesperadores em várias pessoas. Para mapear essa questão, vamos levantar alguns aspectos gerais acerca do pornografismo.
- Um dos argumentos mais comuns é a de que a pornografia induz as pessoas a fazer sexo com as outras apenas satisfazer seus desejos pessoais, sem levar em conta o sentimento delas. Isso até pode existir, mas quantos casais estáveis afetivamente possuem hábitos “pornográficos”? O cada um faz em sua intimidade é direito pessoal. O conceito de pornografismo está no registro do ato sexual explícito, com a finalidade de excitar terceiros. Se um indivíduo ou casal resolve narrar, gravar e publicar esse momento particular, aí sim estará produzindo pornografia. Fora isso, cada um faz o que bem entende com suas práticas sexuais.
O sexo casual pode ter uma relação com o uso mútuo dos corpos um do outro, para obtenção de prazer. Mas nesse caso, (acredita-se que) há o consentimento de ambas as partes. O velho ditado diz: “quando um não quer, dois não fazem”. Portanto, a pior maneira de explorar o sexo alheio, é forçá-lo a se relacionar. Quem dá permissão tem consciência (ou pensa ter) da decisão que está tomando.
- A diferença entre uma modelo e uma atriz pornô, é que uma dá consentimento para tirar associar sua imagem a uma marca e emprestar seu corpo a ela. A outra associa sua imagem ao sexo-show, e empresta seu corpo a ele. Portanto, não se culpe se entre as quatro paredes você e sua companhia praticam atos conhecidos pela pornografia. Se isso está na intimidade, é apenas sexo. Você buscou aquilo. A pornografia é outro conceito. Uma pintura retratando sexo explícito, criada pela imaginação de um artista, sem referência de ninguém, é uma forma indireta de pornografia.
Falando em mulheres, muitas reclamam que a pornografia faz da mulher uma vítima. Realmente, há atrizes que submetem a mais variadas escatologias. Mas elas se permitem isso. Na vida real, sabemos que as mulheres, em sua maioria, se comportam de outra maneira. Outro detalhe: o maior consumo pornô se dá entre os homens. Portando a produção enfatiza a criação de desejos focados na mulher. Porém, com a revolução digital da internet, as mulheres passaram a participar mais desse público, e já possuem produtos onde o homem também é explorado de formas submissas.

- A indústria pornográfica explora as mais variadas formas de prazer. Há gente que sente tesão com coisas banais, para não dizer absurdas. As produções pornôs estão criando hábitos sexuais nas pessoas. Sejam eles saudáveis ou não. Gradualmente, novas práticas estão sendo discretamente inseridas no contexto sexual de todo o mundo. Com novos prazeres e desejos, mais essa indústria cresce. E como muitas formas de prazer são mal vistas, ou até vergonhosas, muita gente realiza desejos apenas pela pornografia. Essa é outra razão para vícios que não se desfazem.
Isso não quer dizer que todos sejam obrigados a aceitar todas as formas de prazer. E tampouco, que a pornografia está fazendo um papel de agente modernizador. E muito menos, um meio para sair da pornografia e partir para a realidade. Novamente dizendo: cada um faz o que bem entende de sua sexualidade, desde que tenha consciência de que os desejos são realmente próprios e que a realização deles é benéfica para si e para a outra pessoa, se for o caso. Infelizmente, por mais prazer que proporcione, algumas práticas sexuais geram sentimentos de depreciação, vergonha, culpa, medo etc em várias pessoas. Nesse caso, a melhor saída acaba sendo uma terapia, que pode orientar o indivíduo a lidar com a situação.

- Dizem também que a pornografia incita à violência. De certa forma, algumas produções realmente estão interligadas a violência, transformando a agressão física, moral, a dor, a ofensa e humilhação em formas de prazer. Não se sabe até onde uma obra dessa pode provocar reações violentas no público, mas essa é uma questão que merece uma boa análise da sociedade. Só investigações profundas podem levantar dados concretos sobre essa premissa. Sabe-se, por alguns estudos e observações, que o interesse por pornografia é maior em pessoas mais “violentas” do que em pessoas “pacíficas”. Porém, essa percepção é insuficiente para fechar a questão.
Tem muita gente condenando a pornografia, afinal é absolutamente natural sentir repulso por ela. Porém, a crítica maldosa e o julgamento severo fazem os viciados se sentirem pior. Por isso, manere nas palavras. Se você não gosta de pornografia, evite-a e iniba seu uso pelas pessoas que gosta, de forma respeitosa e conselheira. Jamais fale com desprezo e preconceito. Seja solidário, compreensivo e tolerante com a pessoa que está viciada. E outro detalhe: Entenda que há pessoas que adoram pornografia e se sentem bem com ela. Nesse caso, pouco se pode fazer, senão torcer para que a situação se transforme. As pessoas têm o direito de consumir coisas que você não gosta e não aprova.
- Existe uma coisa curiosa. Os adultos naturalmente impedem as crianças de consumir pornografia. E isso acontece em várias culturas do mundo. Portanto, percebe-se intuitivamente que a pornografia não é algo seguro para aquela idade, assim como muitas outras coisas. Mas esconder talvez não seja o ideal. É importante explicar, no caso dos jovens adolescentes, o que é a pornografia, que ela vicia e por isso se deve evitá-la pelo menos demasiadamente; bem como esclarecer suas diferenças com a sexualidade da vida real.

Em seu momento de relaxamento e reflexão, busque avaliar o que você está querendo no consumo pornô, que te fez criar este vínculo tão forte com esse hábito. Seja sincero consigo mesmo na sua auto-análise e comece a mudar de atitude. Caso esteja sendo muito difícil, deixe os preconceitos de lado e procure a ajuda de um bom terapeuta. Peça e dê essa chance a si mesmo, acredite nas suas possibilidades e sinta-se como um aliado de si mesmo, como se já estivesse livre do problema. A solução dependerá sempre da sua boa vontade e da iniciativa de querer mudar.




Muito bom esse blog!