O Perfil do Usuário
Para muita gente, a dependência do material pornográfico é uma piada ou uma perversão. Só que isso precisa ser definitivamente esclarecido: vício em pornografia existe e já agrega uma boa parte das pessoas e principalmente dos usuários de internet.
Antes de qualquer dúvida, saiba que o erotismo faz parte da vida, dos desejos humanos e não possuem relação com a pornografia. A prostituição e a leviandade, por mais que possam parecer, não são consideradas como pornografia, ao menos que se tornem fotos, vídeos, livros, etc. Procure ler as postagens do BadPorn para eliminar possíveis equívocos.
Neste blog os termos pornólatra e pornomaníaco são formas de falar dos viciados, sem qualquer tipo de maldade. Mas para todo caso, use o termo “dependente”.
O perfil de um pornólatra é muito amplo, ele não se restringe a sexo, cor, credo, idade,
escolaridade, orientação sexual ou classe social. Ele é muito abrangente, não está fechado em nenhum círculo. E a industria pornô ama isso.
Há vários tipos de pessoas, logo, há tipos diferentes para a manifestação do problema.
As referências a seguir são bem genéricas, mas expõem de forma bem resumida, como é uma parte, do um perfil da dependência pornográfica; sem ordem de importância ou acontecimento.
O/A dependente da pornografia…
- Não é exatamente solitário/a, mas passa uma boa parte do tempo sozinho/a e tem acesso fácil a pornografia.
- Sente muito mais vontade de se masturbar em prazos de tempo menores.
- Deixa-se levar pelo impulso de usar um material pornográfico e se arrepende depois do orgasmo.
- Busca intensamente o material pornográfico, sempre que possível.
- Sofre de agressividade, impaciência, intolerância com tudo.
- Perde a concentração para realizar tarefas.
- Tem frustração e sentimentos depressivos de culpa e pena de si mesmo/a.
- Inicia, em alguns casos, o interesse pela prostituição, leviandade e promiscuidade.
- Irrita-se quando é questionado sobre o uso do material adulto.
- Envergonha-se quando as pessoas descobrem a dependência pornográfica
- Acha que conhece tudo de sexo, mas no fundo, sabe que está longe disso.
- Usa pornô com o pretexto de relaxar o corpo e a mente, aliviar tensões.
- Possui imagens de sexo explícito na cabeça e pensa nelas por muitas vezes.
- Pensa que todo mundo é pervertido, safado e infiel.
- Abre conteúdo pornô por hábito ou costume.
- Possui um bom acervo de produtos pornográficos.
- Usa pornô como estimulação para levar o dia, e para levantar o humor, compensando momentos de estresse, tristeza, raiva etc.
- Perde o interesse por determinadas atividades, como esporte, arte e entretenimento.
- Encara o mundo ao redor com mais interesse sexual e menos naturalidade.
- Faz auto-comparações desfavoráveis, colocando-se abaixo dos personagens pornográficos.
- Tornar-se, em alguns casos, a própria pornografia, registrando-se no material, para o deleite de outros dependentes, fazendo trocas de arquivos e publicando.
- Possui um humor instável, que oscila bastante.
- Às vezes acha que ser usuário de pornografia é um status para aumentar o carisma sexual e pessoal.
- Começa a desenvolver uma necessidade de praticar o que está absorvendo nas cenas pornográficas e se irrita quando não consegue.
- Desconfia do/a cônjuge sem motivo aparente.
- Obriga ou induz o/a cônjuge a se comportar como personagem pornô contra a vontade do/a mesmo/a.
- Sente pena ou muita lamentação quando precisa se desfazer do material pornográfico.
- Sabota as próprias oportunidades de se tratar do vício.
- Atribui o gosto pela pornografia para algo fora de si, como falha na educação da família, da escola, ações espirituais, vítima da sociedade etc.
A tabela a seguir é uma forma simples e até bem hipotética, de apresentar as formas de consumo da pornografia, e as maneiras de como elas podem ser controladas.
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Consumidores Esporádicos (Baixo Risco) |
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Pornolistas “Normais” |
-> |
Controle Primário |
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Consumidores em Potencial (Alto Risco) |
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Mal pornolista e |
-> |
Controle Secundário |
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Problemas com a Pornografia |
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Dependentes e |
-> |
Controle Terciário |
A classificação acima sugere três estratégias de prevenção ao uso demasiado da pornografia.
O Controle Primário se refere ao cuidado que se deve ter com o conceito de uso esporádico. O fato de usar de vez em quando é normal até a página 10, isto é, trata-se de um trampolim para o potencial em consumo, e por sua vez, para a dependência. A vigilância deve ser obrigatória e o usuário deve sempre procurar uma alternativa mais saudável se preferir.
O Controle Secundário deve ser aplicado aos pornolistas pesados e nos maus pornolistas.
Pesado é aquele que toma verdadeiros porres de pornografia. Ele está a beira da dependência, mas só se salva porque faz isso em algumas situações. Esse hábito de pegar a onda pornô com assiduidade pode induzi-lo a morar logo de vez na praia pornográfica.
O mal pornolista é aquele que busca os efeitos da pornografia no corpo e na mente, como forma de amenizar os altos e baixos da vida. Eles usam a pornografia para aliviar a ansiedade, para realizar desejos ou até mesmo para melhorar o desempenho sexual.
Por terem o alto risco de se tornarem dependentes, esses pornolistas devem desenvolver o consumo tolerável ou então pensar muito bem na possibilidade de esquecer esse tipo de material. E antes de qualquer coisa, verificar se um tratamento psicológico pode ajudar nas questões emocionais e íntimas que o levam a descontar no consumo pornográfico.
O Controle Terciário é específico para o abusador, que continua usando pornografia mesmo sabendo dos problemas físicos, psíquicos, ocupacionais ou sociais causados pelo uso constante do material pornográfico.
Lembrando que o uso persistente, de forma repetida e durante por muito tempo diário, já consolida o quadro de dependência.
Em geral, o dependente tem alguns pontos característicos, conforme a citação anterior:
-
Usa pornografia em situações perigosas, como no trabalho, na faculdade, próximo ao público etc;
-
Consume grandes quantidades ou em longos períodos;
-
Possui um desejo quase indomável quando se vê na vontade de usar material adulto;
-
Já tentou parar de usar, mas acabou não conseguindo;
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Perde muito tempo arrumando o material perfeito para o orgasmo e depois para recuperar a energia gasta na masturbação;
-
Tende a perder a concentração em algumas atividades e a perder o interesse por questões familiares, sociais, de trabalho, estudos, recreação etc.
Apesar de tudo, ele continua em contato com a pornografia, e ainda aumenta a exposição a ela, já que a mente fica mais exigente. Ele sente muito mais dificuldade na fase de abstinência e pode chegar ao ponto de eliminá-la com mais pornografia.
Ao entender esse quadro de consumo pornô, é possível começar a entender por que fica tão difícil parar de usar este produto. Alguma coisa acontece interiormente, e a pessoa volta a repetir o mesmo comportamento prejudicial, mesmo que já tenha manifestado a vontade de parar.
Não se deixe levar por isso tudo, não se impressione! Essas informações são bastate relativas, mas já servem como primeira abordagem, para conhecer a mente e o comportamento de um dependente da pornografia.




Estou enquadrado no terceiro caso. quero parar mas nao consigo. sou bem casado e amo minha esposa, porem, somente apos a pornografia que sinto maior prazer. preciso de qjuda. tenho 41 anos e sou espirita. gosto de pornografia desde meus 13 anos. ja parei de acessar por anos, porem voltei. A matéria apresentada por voces me ajudou a juntar forças novamente para brigar contra esse vício.
Olá Carlos,
Se você reconhece que ama sua esposa e seu casamento, é capaz de sentir que isso tem muito mais valor do que a pornografia.
Converse com sua mulher e tente fazer algumas mudanças na intimidade, pois assim a pornografia poderá ter outro sentido, já dispensável, na sua vida.
Na dúvida, a ajuda de um terapeuta é sempre indispensável. Não sofra com suas dúvidas, busque o apoio de um especialista.
Você é capaz de vencer o vício!A pornografia não é nada perto de uma relação onde haja amor e criatividade de sobra!
Continue firme!
Obrigado pelo empenho ao fazer este site. É insuportável a quantidade de sites religiosos aboradando o tema incorretamente, levando quem acredita neles a mais culpa e desespero. Estava aqui amargurado com este vício. Sou casado, tenho 28 anos, sou muito feliz com minha esposa, nunca traí, sou exatamente aquele estereótipo do cara bem sucedido. Ninguém sabe que sou viciado em pornografia. Estou lutando contra isso e as dicas que aqui encontrei vão me ajudar, além do próprio site que procurarei visitar com frequencia. O que mais está me impressionando é como o perfil dos usuários se repetem…
Abraços e obrigado mesmo
Olá Eduardo,
Seus elogios são bem vindos! Que bom que a sua percepção e sua capacidade crítica são capazes de detectar os aconselhamentos equivocados. BADPorn não é dono da verdade sobre esse assunto e jamais será. A missão deste blog é ajudar, mesmo sendo de forma leiga.
Se você é um homem bem sucedido, feliz em seu casamento e fiel a ele, sinta-se agradecido, pois infelizmente nossa cultura cria os meninos para serem cafajestes e malandros; e as meninas para serem nulas e submissas.
Procure um terapeuta, conte a ele sobre esse vício e siga as orientações dele. Essa é a maior dica deste blog. Todas as dicas e palavras só ajudam se você estiver receptivo para cultivar a mudança dentro de si.
Você mesmo viu que não é o único. Siga firma no propósito de mudar. E depois, volte para contar como está se saindo na sua transformação.
Coloque essa meta na sua vida e vá em frente! Você é capaz!
Olá , nunca pensei que fosse tão difícil para de usar material pornô por um longo período, estou alguns dias sem utilizar tal, mas realmente me sinto estranho, como se houvesse um vazio , algo inexprímivel, a vontade dá e passa, mas sempre volta e às vezes bem forte. Na verdade não lembro de algum período que eu tenha ficado mais de uma semana sem utilizar pornô, venho fazendo isso por anos. Mas não sei se o melhor é utilizar de maneira controlada ou esquecer o materia de vez. Não tenho certeza se me enquadro no Controle Secundário ou Terciário, mas desconfio de já ter me tornado dependente.
Olá William,
Pare de colocar o fim do vício como algo inalcançável. Realmente é complicado, exige muita determinação e muita prudência. É preciso conhecer bem a si mesmo para saber de onde vem essa necessidade e qual é a relevância que ela está tendo na sua vida. Por isso sempre é recomendado a terapia. Até porque, os estudos do BADPorn são insuficientes e até mesmo questionáveis, pois essa questão tem muitas nuances. A grande intensão deste projeto é chamar a atenção sobre o assunto, sem alienação.
Leia o artigo “Aceitação e amor-próprio” para observar o lado ruim da auto-cobrança, que geralmente é o que tira o estímulo quando ocorre uma recaída.
Continue visitando e mandando mensagens!
Siga em frente! Deseje mudar, acredite todo dia nisso e sinta-se bem cada vez que notar um avanço. E esteja do seu lado quando errar.
Olá
Tenho 39 anos e sou casado. Até uns 9 meses atrás simplemente não procurava pornografia na internet ou outro meio. Mas tive uma crise séria com um sócio, e fiquei extremamente estressado na época. E de repente como um fuga me vi pesquisando pornografia, para alivar a tensão, tentar me distrair…
Agora os problemas com o sócio estão resolvidos (dividimos a empresa em 2), mas não consigo parar com a pornografia. E isto está me afetando na vida pessoal e profissional. Passo horas por dia especulando coisas na internet. Quando paro, sinto um compulsão incrivel de parar o que estou fazendo e entrar na internet.
Bem é isso
Olá Leonardo,
Você mesmo pôde perceber porque começou a se viciar. Se a origem do problema foi resolvida, talvez a pornografia esteja suprindo outra falta ainda não identificada.
Experimente por em prática algumas dicas sugeridas aqui no blog. Elas ajudam a pessoa iniciar um processo de auto-disciplina, logo na hora do desejo.
Invista com carinho e criatividade no seu casamento e não descuide sua saúde. Contudo, pense na possibilidade de buscar auxílio de um terapeuta, no caso da dificuldade permanecer.
Muita paz!
Olá..
Moro a 6 meses com meu namorado e há aproximadamente 3 descobri um vício de assistir a vídeos de sexo na internet. Aos poucos fui notanto que enquanto eu estava na cozinha ou no banho ele aproveitava para ver os vídeos. Depois que percebi em casa começei a ‘vigiá-lo’ no trabalho e por várias vezes já o peguei assistindo pelo celular. Já conversamos. Brigamos. Ele confessou que vê todos os dias, mas jurou procurar não mais fazê-lo. Mas não adiantou. Acredito que deva ter diminuido a frequencia de entradas nos sites, entretanto, ele não deixou de olhar. Hoje, quando percebo, não consigo mais brigar. Entro em choro, daqueles que não se pode segurar. É triste porque sei que ele gosta de mim. Achei ter encontrado a melhor pessoa para passar o resto de minha vida, mas nao estou conseguindo lidar com a situação e penso em sair desse relacionamento. Pedi pra que ele procurasse ajuda de um terapeuta, mas ele diz que não vê necessidade. Descobri que minha tristeza é tamanha e me faz tão mal que entrei em uma depressão, assim eu estou fazendo terapia pra ver se consigo ficar melhor e não desistir dessa pessoa que gosto tanto. Peço que se vocês tiveram alguma sugestão por favor me passem.
Abraços,
Olá Luciana,
Seu depoimento é carregado de emoção. Muitas pessoas vivem um conflito parecido com o seu.
O primeiro passo para combater o vício, é reconhecer que ele existe. Parece que seu namorado já deu esse passo.
Infelizmente, a maioria das pessoas não querem enfrentar os problemas porque se julgam capazes de resolve-lo sozinho. Ou então, simplesmente ignoram que aquilo pode ser ruim. Muita gente também tem vergonha, preconceitos e orgulho quando o assunto é terapia.
As vezes é preciso perder tudo isso para pedir ajuda a uma pessoa especializada, que estudou e está de portas abertas para ajudar. É o trabalho de inúmeros terapeutas.
O BADPorn pede muito para que as pessoas não se baseiem só aqui, porque este blog é só uma grande campanha, um sinal de alerta, na mais real verdade. Só psicólogos e outros profissionais da mente humana terão condições de apresentar um plano de metas junto ao dependente.
E você, Luciana, continue buscando ajuda. Pergunte a seu terapeuta como você pode trazer o seu namorado ao consultório, mesmo como visita. Aborde-o de formas diferentes, pois brigas e choros podem deixá-lo mais confuso e irritado. Veja ainda, se ele pode ocupar o tempo livre longe desse material.
Para o seu namorado também não deve ser legal te ver desesperada. Entenda, por outro lado, que o rapaz também deve viver um dilema e tanto, afinal, “são só uns videozinhos de sacanagem e nada mais”. Até porque, se ele não sabe bem o que se passa consigo mesmo nessa questão, possivelmente não terá condições de entender com clareza porque isso te faz tão mal.
Tente levar as coisas na base da boa conversa. E quando encontrar um ponto de equilíbrio emocional, raciocine bem. Coloque as coisas na balança e tome uma decisão sóbria para o futuro. Assim, você terá melhores condiçoes de saber o que é melhor para vocês dois.
Muita paz!