Entendendo a Pornografia

DECIFRANDO O MATERIAL ADULTO:

Para saber se algo é pornográfico, observe se o sexo é a única raiz do material.
Criatividade + Imaginação + Sexualidade (sexo implícito) = Erotismo
Conotação meramente sexual + Apelo físico (sexo explícito) = Pornografia

Seja erótico ou pornográfico, esse tipo de produto é nocivo a partir do momento em que dependemos dele para obter um orgasmo satisfatório. Com ou sem companhia.
O erotismo faz parte da natureza humana, principalmente nas conquistas amorosas, onde tudo está em jogo. Por isso, não confunda erotismo e sensualidade com pornografia.

Para início de conversa, você precisa entender um ponto: Não condene a Pornografia. Ela é apenas uma forma de manifestação artística das fantasias e desejos sexuais. A única coisa que você deve condenar é a dependência (diária ou quase) desse tipo de material para se obter prazer.

É SAUDÁVEL USAR PORNOGRAFIA?

Condenar a pornografia faz você se sentir mais culpado por estar usando algo supostamente ruim. É como vício em videogame. Ele em si, tem fatores negativos, mas não é de todo, um instrumento do mal. Ele distrai, ele diverte e te anima. O pornô tem essa função, em suas devidas proporções, claro.

A pornografia não é ruim desde que seja usada moderadamente. Ela até pode ser um recurso saudável para quem tem uma mente equilibrada, porque uma pessoa com equilíbrio mental tranqüilo não usa o pornô como fuga ou coisa do tipo. Mas esse estágio está relativamente longe dos dependentes, infelizmente.

O INICIO DA DEPENDÊNCIA

Boa parte dos pornólatras iniciam a dependência ainda na adolescência. Geralmente começam sem saber exatamente do que se trata. Sequer suspeitam que um dia isso se torne motivo para um vício. E quando se dão conta, já é tarde: alcançaram a média das duas horas por dia e adquirem um cérebro afetado pelo material adulto. Ninguém se vicia nas primeiras consultas. É necessário insistir muito para que a pornografia crie a dependência na mente.

Falta muita informação sobre os inúmeros malefícios desse hábito. E nesse ponto, as gerações do passado têm mais desvantagem em relação às atuais. Antigamente, só se dizia que “a pornografia faz mal para a salvação da alma”, e mais nada além da condenação moralista, por conta da nudez e do sexo explicito. O pornô ainda não era tido como um vício, assim como nem haviam sido feitas as primeiras ligações científicas do pornô com problemas de saúde física e mental. Só no final do século XX constatou-se que a pornografia vicia mais do que se pode imaginar.

O pornólatra até sabe que geralmente a pornografia vicia, mas nem sempre isso é o suficiente para afastá-lo do vício. E ao contrário, muitos até curtem a idéia de se assumirem dependentes desse produto. Mas de alguma forma, os riscos sempre parecem estar longe do viciado. Os seres humanos têm uma tendência de não se preocuparem tanto com o que pode acontecer em futuro bem distante.

A dependência do material pornográfico costuma refletir no mundo externo. Como o erotismo está em toda a parte, o vício da pornografia faz com que reparemos muito mais na sexualidade do que na naturalidade das coisas. Em outras palavras, vemos o mundo com mais malícia sexual do que uma pessoa dita normal.

E assim, condicionamos a mente sem saber disso. E quando vemos já é meio tarde… Mas reconhecer o vício é o primeiro passo na busca da cura.

Um comentário sobre “Entendendo a Pornografia

  1. Pingback: A Pornografia e Você «

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s